Ouço baques vou até a cozinha olho na fresta da janela barulhos cada vez mais alto atravesso o corredor
entro na casinha vejo um homem já abatido
não só pela a idade suas rugas e rosto vermelho pelo álcool, seu corpo magro.
Bate-se contra a parede flocos de sangue pelo chão, sinto tristeza nos seus
olhos entorpecido, de repente ele me ver e se dissimula sorrir, rir
da sua desgraça, tento ajudá-lo mais não consigo, suas palavras aleatórias em meio a xingamentos amaldiçoa sua própria vida.Senti-se
envergonhado, pedi pra eu sair. Minhas
lagrimas escorrem quente, tenho pena vejo sua dor e sei que só ele pode tentar
mudar. Entro no meu quarto tento me
distrair mais a cena não sai da minha mente.
Sinto-me incapaz, não
há o que dizer o que se pode dizer a alguém assim? será apenas palavras que infelizmente já não fazem
efeito. Não acredita em si, não consegue
forças pra mudar, não quer viver.
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